Onde comer paella em Madrid sem gastar muito?

A paella é provavelmente o prato mais conhecido da gastronomia espanhola e é claro que todas as visitas que recebo por aqui sempre me pedem para levá-los a um restaurante gostoso para comer paella, que, embora não seja um prato típico de Madrid – é valenciano-, faz parte da cozinha de toda família espanhola. Exatamente por isso eu não sou tão boa para indicar restaurantes especializados em paella, porque comemos sempre em casa, feita pelo namorado, pela sogra ou amigos.

A única coisa que eu sempre indicava é: fuja desses restaurantes que tem na porta várias fotos de paella, porque muito provavelmente essa paella será congelada e você vai acabar se decepcionando.

Mas em dezembro decidimos levar uns amigos brasileiros para comer o tão desejado prato valenciano. Pesquisamos um que tivesse boas críticas e um preço que se adequava ao nosso bolso e encontramos o Manete, um restaurante pequeno próximo ao Parque do Retiro. Fizemos a reserva pelo site El Tenedor, que dá um desconto de 40% no total da conta, com exceção das bebidas, e vale muito a pena!

Salada de manga e langostinos

Salada de manga e langostinos

De entrada, pedimos uma salada de manga com langostinos (12€) e um folhado de ábobora e morcilla (12€). Não curtimos muito a salada, que misturou muitas coisas (além dos ingredientes principais tinha amendoim e balsâmico) e ficou bem confusa, mas o folhado estava muito bom e aprovamos! É uma ótima opção para quem nunca provou morcilla.

Folhado de abóbora e morcilla

Folhado de abóbora e morcilla

De prato principal, pedimos um arroz negro, um bacalhau e duas paellas de mariscos (22€). Todos ficamos bem satisfeitos com a comida, tanto no que se refere à qualidade quanto à quantidade. O arroz negro era bem queimadinho por baixo e o senyoret era um pouco mais cremoso.

Arroz negro

Arroz negro

Paella de mariscos

Paella de mariscos

Para fechar o almoço, pedimos cheesecake (6€) e um pudim de fartons com horchata y sorvete de merenegue. O fartom é uma espécie de pão doce e a horchata é uma bebida muito popular aqui na Espanha durante o verão, principalmente entre as crianças.  Parece um pouco com leite, mas é mais doce e aguado. As duas sobremesas estavam gostasas, mas nada de outro mundo.

Sobremesas

Sobremesas

 

A conta total, com o desconto de 40% sobre o que consumimos (sem desconto para o vinho) foi de 92€, ou seja, 23€ por pessoa, um valor ótimo pelo que comemos. Sem o desconto, seria cerca de 30 € por pessoa.

O ambiente é bem agradável: são salas pequenas e tranquilas. O atendimento, porém, é lento, portanto é preciso ter paciência e nada de pressa, senão você vai acabar se estressando. Talvez durante a semana seja mais tranquilo e com a vantagem de oferecer menus, que são mais baratos.

Manete

Calle Lope de Rueda, 30 (entre as estações Príncipe de Vergara e Ibiza)
Reservas: 915 78 44 42
Site

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3 Comentários

  1. Pelo pouco que eu entendo o “queimadinho por baixo” é o socarral. É bem apreciado pelo Paco. Ele sempre tenta deixar queimadinho, as vezes, passa do ponto.
    🙂

    1. Sandra, é o “socarrat”. Tem até uma cerveja com esse nome. Eu gosto muito, mas tem gente que prefere mais cremoso! O desafio é deixar cremoso em cima e queimadinho embaixo, mas é difícil mesmo!

      1. Ontem fui a casa da Esther e rolou uma disputa pelo queimadinho do arroz com frango!
        Eu fiquei feliz com o cremoso de cima! Um bom arroz serva a todos os gostos.

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