MBA na Espanha

Os principais destinos para os brasileiros que decidem fazer o MBA em outro país são Estados Unidos e Inglaterra. O motivo é simples: cursos bons, reconhecidos mundialmente e com tradição. Além disso, as aulas são em inglês e se pode praticar o idioma no país de destino.

Mas o que muitos brasileiros ainda não sabem é que os MBAs estão crescendo com força na Espanha e o país já é o terceiro que mais atrai estudantes estrangeiros, atrás só dos dois já mencionados. Além disso, a qualidade também começa a se destacar: na lista dos 100 melhores MBAs do mundo feita pelo Financial Times, três são espanholas. São elas:

– IESE Business School (campus em Barcelona)

– IE Business em School (em Madrid)

– Esade (Barcelona)

Barcelona é a quinta cidade do mundo com mais alunos estrangeiros de MBA!

Uma das unidades de Madrid que está promovendo seu MBA no exterior é a Universidad Carlos III, uma das mais concorridas na Espanha. Conversei com o subdiretor do curso, Eduardo Melero, que me contou algumas especificidades do MBA da Carlos III e algumas coisas que podem servir para quem vem fazer um MBA em qualquer universidade espanhola.

Universidad Carlos III

Universidad Carlos III

– Idioma

Ao contrário do que muita gente pode imaginar, a maioria dos MBAs oferecidos por aqui não é em espanhol, mas em inglês, como é o caso do MBA da Carlos III. Caso o aluno não tenha exame de proficiência em inglês, é necessário fazer uma entrevista com representantes do curso por Skype.

Mas em algumas universidades pode ser obrigatória a apresentação do certificado de proficiência. Por isso, confira antecipadamente para ter tempo hábil de fazer a prova.

Há alguns MBAs oferecidos em espanhol e a mesma situação pode acontecer com esse idioma.

Eduardo Melero conta que os alunos de MBA podem estudar espanhol dentro do próprio programa, sendo que no primeiro semestre ele é mais voltado ao seu uso no dia a dia, para que possam viver tranquilamente em Madrid, e no segundo é mais a nível business.

– Estudantes do mundo todo

As universidades espanholas costumam receber um bom número de alunos estrangeiros, principalmente asiáticos. Já ouvi muita gente reclamando que os estudantes asiáticos (a maioria deles chineses) acabam atrasando o andamento do curso porque falam espanhol muito mal. Pelo que vi, a Espanha tem uma parceria com o governo chinês para incentivar a vinda de estudantes desse país para cá e talvez não exija testes de proficiência. Não sei exatamente como funciona, mas nos MBAs há uma grande diversidade de alunos de VÁRIAS partes do mundo e a universidade costuma fomentar isso.

No caso da Carlos III, o que o Eduardo Melero me contou foi que nesse curso 2013/2014 há 26 alunos de 21 nacionalidades diferentes. “Raramente há dois estudantes do mesmo país. Em relação ao Brasil passamos de ter um aluno para dois e o número de solicitações cresceu muito, mas nossa impressão é de que pode ser ainda maior. Queremos manter a diversidade”.

– Diferencial de estudar fora

Para Melero, uma das grandes vantagens é a experiência internacional em si. “Tem empresas que são um pouco reticentes em contratar gente que ela não sabe como funciona fora do seu entorno”. Ele diz que, depois de uma empresa brasileira ver em seu currículo o MBA no exterior, faz com que ela já veja em você um potencial candidato para morar em outro país e trabalhar em uma filial estrangeira.

Da mesma forma, as empresas estrangeiras também verão esse aluno com outros olhos depois dessa experiência.

A universidade te ajuda?

Tem gente que se sente um pouco inseguro de ir morar em outro país, o que é natural. Segundo Melero, a Carlos III ajuda os alunos no que for preciso, indicando os melhores bairros para morar ou como ele pode encontrar um apartamento. Mas ele ressalta que é um processo diferente daquele para os alunos de graduação. “Os estudantes de MBA tem, em média, cinco anos de experiência, entre 28 e 30 anos, é um perfil diferente do estudante de graduação”.

Preço

Nenhum MBA é barato e o lado negativo daqui é que eles são em euros (e o euro anda bem caro!). Quando assunto é dinheiro, o planejamento tem que ser detalhado porque o valor do curso é só um gasto na conta final.

Outros pontos que devem entrar na conta: passagens, hospedagem, alimentação e o fato de que, provavelmente, você será apenas um estudante por aqui e não um profissional – no máximo, um estagiário; enquanto no Brasil muita gente compagina os estudos do MBA com o trabalho.

No Brasil, um MBA vai custar, no mínimo, entre R$ 20 e R$ 25 mil, mas o preço pode chegar aos R$ 45/50 mil – confira esta matéria da Folha de S.Paulo com alguns preços para 2013. Na Universidad Carlos III, o MBA para o ano 2014/2015 custa 12 mil euros, ou seja, algo em torno dos R$ 38 mil. Já o da IESE (o melhor da lista) custa 38 mil euros!

Isso significa que é possível gastar o mesmo que no Brasil estudando fora (e com o diferencial de toda), mas depende do MBA que você escolher e do seu estilo de vida.

Outra coisa importante quando se fala em preço é que grande parte das universidades e Escolas de Administração oferece ajudas financeiras para estudantes – inclusive estrangeiros, como conta esta matéria da Exame.

– E depois?

Quando o MBA no exterior termina, há normalmente duas preocupações: trabalho e validação do diploma. No caso da Carlos III, há tanto um consultor que assessora os alunos e tem contato com empresas espanholas e europeias para fazer a ponte com esses alunos, quanto uma atuação para posicioná-los em empresas internacionais, da América Latina e América do Norte.

Quanto à legalização/validação do diploma de MBA, ela não costuma ser um problema já que os currículos são bastante similares. Além disso, muitos MBAs espanhóis são considerados “Másters Oficiais”, o que significa que eles são válidos não só na Espanha, mas em todo o Espaço Europeu de Educação Superior (EEES). Na prática, isso signifca que ele superou um processo de elaboração e aprovação de acordo com as normas legais estabelecidas pelo EEES.

A Universidad Carlos III é uma delas, mas essa informação costuma estar disponível no site do MBA.

– Para concluir

Como essa não é minha área de atuação e não tenho amigos que vieram fazer MBA, não posso dizer muito mais. O mais recomendado é, como sempre, ouvir quem já passou pela experiência e também consultar professores. A dica é sempre pesquisar muito antes de se matricular e, se necessário, adiar um pouco a realização desse projeto para que ele possa sair como você imagina!

Outros posts sobre o tema:

Primeiros passos para estudar em Madrid
– Ciências Sem Fronteiras na Espanha
– Estudar na Espanha por meio de universidades parceiras no Brasil

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