Estudar na Espanha por meio de universidades parceiras

Os posts sobre “Morar e Estudar na Espanha” continuam e espero que as dicas estejam ajudando vocês. Nesse post, vou falar de uma das possibilidades para quem quer vir estudar na Espanha, mas não tem grana para fazer a faculdade inteira ou um máster ou quem, por questões pessoais, prefere ficar por aqui só um semestre ou um ano.

Para muita gente, uma das opções acaba sendo o intercâmbio por meio da própria universidade brasileira. Muita gente não sabe, mas várias universidades espanholas têm parcerias com universidades do Brasil, tanto públicas quanto privadas, e assim como oferecem a alguns alunos a oportunidade de ir ao Brasil, também dão a possibilidade de alguns brasileiros virem pra vá.

A Complutense, por exemplo, tem 18 parceiras no Brasil, incluindo a ESPM, UNB, UFSC, UFRN, UFSM, Unesp e Unip. Claro que não é só querer: as vagas são restritas, o processo seletivo costuma ser bem rigoroso e às vezes vale só para uma graduação específica. Ou seja, não é porque você está matriculado na UNESP que você já tem chances de vir como intercambista para a UCM.

Por isso, o ideal para quem quer vir como intercambista e ainda não entrou na universidade aí no Brasil é buscar quais têm parcerias com universidades espanholas (ou estrangeiras) e quais são os requisitos para participar. Se você já está cursando a universidade, busque essas informações para ver se você tem um perfil que pode ser contemplado no programa e comece a se preparar.

Outro aspecto muito importante a ser levado em conta é o financeiro. Em alguns casos, você vai continuar pagando a mensalidade  da sua universidade normalmente (caso seja privada) e ainda tem que arcar com os custos do intercâmbio, como passagens, alimentação, hospedagem, etc. Em outros, os intercambistas também recebem bolsas de estudo que ajudam a financiar os gastos por aqui. Por isso, a dica sempre é: PESQUISE!

Quem costuma conceder dezenas de bolsas de estudo para estudantes brasileiros virem à Espanha é o Banco Santander e as informações estão disponíveis aqui.

Esse post é bem generalista porque cada universidade (tanto as daí como as daqui) tem regras bem específicas em relação ao intercâmbio, mas gostaria de compartilhar duas experiências de  estudantes da PUC-RJ que vieram para cá no comecinho do ano e voltam em julho para o Brasil depois de estudar na UAM (Universidad Autónoma de Madrid).

1- Não é fácil ser selecionado! 

Os dois alunos da PUC-RJ com quem eu conversei (Lucas e Lara, muchísimas gracias!) me explicaram que o processo seletivo para esse intercâmbio, chamado de convênio CEAL, é bem rigoroso e disputado. Esse intercâmbio específico é uma parceria da PUC-RJ com a UAM e as bolsas de estudo são concedidas pelo Banco Santander.

São selecionados apenas SEIS alunos por ano. “Se inscrevem umas cem pessoas por ano mais ou menos. Você tem que enviar CV, carta de apresentação, cartas de recomendação de professores e o histórico da PUC. Depois, passa por entrevista com uma banca do centro de intercâmbio e representantes dos deptos e eles selecionam 12 alunos. Desses 12, a UAM é responsável por escolher os seis finalistas”, contou o Lucas.

Já a Lara me explicou que é preciso estar entre os 50 melhores alunos da universidade para entrar na “disputa”.

2- Quanto custa?

Para esse programa, isso depende do status do aluno no Brasil. Quem é bolsista lá e não paga mensalidade, também não paga nada enquanto está aqui. Já quem não tem bolsa no Brasil deve continuar pagando a mensalidade normalmente. E todos, bolsistas ou não, têm que pagar cerca de R$ 250 para se inscrever e mais R$ 500 caso seja aprovado. A grande vantagem desse intercâmbio específico é que ele inclui uma bolsa de estudos com mil euros para passagem de ida e volta, seguro saúde e 900 euros mensais.

3- Qual o perfil do estudante que eles buscam?

Nesse programa específico, eram aceitas inscrições de alunos de diferentes cursos de graduação. A Lara, por exemplo, faz Publicidade; e o Lucas, artes cênicas. Os outros que vieram eram de pedagogia, RI, etc.

A opinião do Lucas sobre o perfil procurado: “vejo que eles prezam o aluno com bom desempenho acadêmico, com boas recomendações e atividades académicas extraclasse e que, geralmente, sejam bolsitas da PUC e com uma situação financiera que não possibilita estudos no exterior sem bolsa”.

4. E o espanhol?

Os dois me falaram que até o ano passado não havia exigências em relação ao espanhol, mas parece que a coisa mudou neste ano para esse programa específico. Como eu já disse antes, cada programa tem suas regras e, na minha opinião, se você pensa em morar na Espanha em algum momento, a melhor coisa a fazer é começar pelo idioma – sobre isso, eu falei nesse post.

5. Falando da parte acadêmica, a experiência vale a pena?

Muita gente acha que tudo no exterior é melhor, que as universidades são sempre melhores,  a estrutura, os professores, etc. Mas nem sempre é assim. Claro que tem gente que só conta coisas positivas do intercâmbio, mas na maioria das vezes ele também tem o lado negativo.

Opinião do Lucas: “O meu curso na PUC é bem multidisciplinar e eu também ja estudei Artes Visuais por um semestre na EAV e Cinema na Colômbia, por isso acredito que valeria a pena fazer Historia da Arte aqui, porém achei o ensino fraco e prefiro a PUC. Pra mim, valeu muito mais a pena pra treinar o espanhol, viajar pela Europa, conhecer os museus, estas coisas”.

Opinião da Lara: “O legal é que eu poderia fazer qualquer disciplina de qualquer curso da Autônoma. Do ponto de vista acadêmico, para mim não valeu a pena porque eu já estou quase terminando o meu curso no Brasil, então muita coisa eu já conhecia. Quase não vi nada novo. Mas claro, que conhecer os métodos deles sempre é bom. O que me ajudou foi que eu fiz um curso de empreededorismo que me ajudou muito”.

E você, pensa em ser um intercambista na Espanha ou já foi/é? Conte a sua experiência ou deixe suas dúvidas!

Outros posts sobre o tema: 

– Primeiros passos para estudar em Madrid
– Ciências Sem Fronteiras na Espanha
MBA na Espanha

 

 

 

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6 Comentários

  1. […] Ciências Sem Fronteiras na Espanha – Estudar na Espanha por meio de universidades parceiras no Brasil – MBA na […]

  2. […] – Estudar na Espanha por meio de universidades parceiras no Brasil – aqui […]

  3. Oi Larissa,
    Seu blog é muito legal e está sendo muito útil pra mim.
    Caso seja possível, desejo mais informações para quem quer fazer mestrado na Espanha.
    Que dicas você pode dar?
    Quais as possibilidades de conseguir uma bolsa de mestrado?
    Desde já agradeço.

    1. Oi, Lívia! Ë difícil dar mais dicas, rs! Se você tiver alguma resposta específica, acho que fica mais fácil te ajudar.
      Sobre as bolsas, o ideal é ficar de olho para acompanhar quando os editais são publicados, tanto aí quanto aqui. Por aqui, um bom site para ver isso é esse: http://universidad.es/ (área de Becas) Também tem esse onde às vezes saem bolsas para brasileiros: http://www.becas-santander.com/

      Boa sorte!

  4. […] – Ciências Sem Fronteiras em Madrid e universidades parceiras. […]

  5. […] um estudante do programa Ciência Sem Fronteiras, outra é ver se a sua universidade no Brasil é parceira de alguma universidade espanhola que te permita fazer um intercâmbio e, além disso, sempre há bolsas de estudo com inscrições […]

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